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    Ponto morto na descida pode?

    Categoria: Legislação • quarta-feira, 13 setembro - 2017 •

    A famosa “banguela” como é popularmente conhecido o ponto morto é uma prática muito comum entre os motoristas para economizar combustível (o que não acontece com os caros mais modernos), mas pode acabar custando muito caro. 

    Transitar com o veículo desligado ou desengrenado em declive é infração média, com penalidade de multa e mais quatro pontos na carteira de habilitação, acarretando ainda em retenção do veículo de acordo com o artigo 231, inciso IX, do Código de Trânsito Brasileiro. Além desses prejuízos, existe um grande risco de acidentes, desgaste dos freios, aumento no consumo de combustível e problemas no câmbio.

    Muitos pensam que usar ponto morto em trechos de declive não economiza combustível e a lubrificação da caixa de marchas é interrompida. A longo prazo o prejuízo é enorme havendo inclusive o risco de travar todo o sistema.

    Essa técnica tinha algum efeito em carros carburados, mas como atualmente quase todos os carros possuem injeção eletrônica, eles continuam jogando combustível na câmara de combustão, mesmo com o carro em ponto morto.

    Andar com o carro em ponto morto pode resultar em superaquecimento dos freios. Engrenado, o carro tem a ação do motor como freio. Isso contribui para menor uso do sistema de frenagem. Com o carro em ponto morto e sem esse auxílio, o sistema é sobrecarregado e pode apresentar falhas.